Fevereiro 16, 2008 às 3:25 am (Amizade, Artes, Beleza, Música, Paixões, Poesia, Sorrisos)
E a trupe está chegando…
O mundo fica mais colorido,
Os sorrisos mais presentes.
Há um brilho nos olhares
Que diz: a trupe está voltando!

A poesia em nossos corações
Acompanhada do melodioso som
Que encanta a todos os sentidos.
E mais uma vez teremos uma desculpa
Para reunir tanta gente rara num lugar.
Sentir-nos inebriados de tanta magia
A partir de agora,
Porque a trupe está voltando!
É hora de colocar nossas verdadeiras máscaras
Narizes de palhaço, fitinhas nos cabelos,
Pinturas no rosto… Na alma
E esquecer as outras máscaras diárias
Em uma gaveta do armário
Só por uma noite,
Pois a trupe está chegando…
As emoções já afloram pelos poros
E o ritmo das batidas do coração
Já entra no compasso do som que se aproxima
Pedindo para deixar nossa voz
(Tão independente quanto a música
Da trupe que está chegando)
Fazer serenata para a Noiva do Sol
Mais estrelas iluminam o céu
Mais flores perfumam os caminhos
A arte indica a direção
E vamos todos
Recitando a magia da trupe
Que nos reapresentou encantos e confetes
Trupe, que,
Para a fortuna de palhaços e bonecas natalenses,
Está voltando!
http://www.youtube.com/watch?v=9DzvE1BGUlc
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Fevereiro 7, 2008 às 2:37 am (Amizade, Artes, Beleza, Festa, Música, Sorrisos)
Carnaval… Um período de êxtase coletivo que ocorre uma vez por ano no mês de fevereiro. Inevitável. Precisamos desta sensação louca de liberdade que se apossa de nossa mente consciente. É a necessidade de sentir a adrenalina correndo pelas veias. Um período para se viver as mais desvairadas e inesperadas peripécias, junto de pessoas especiais.
De viajar para uma cidadezinha no litoral do estado. Realizar um percurso que duraria no máximo duas horas e meia, em quase quatro. Com atraso justificado, claro. Também, no meio do caminho o ônibus de repente é parado pela polícia federal, que adentra o veículo com fuzis e ‘caras de mal’, em uma operação especial de combate ao tráfego intermunicipal de drogas e, imaginem só, dois perigosos distribuidores acabam detidos e uma criança levada para o conselho tutelar. Nessas horas, o instinto materno fala que é uma beleza! Tadinho do pirralho…
Com olhos de desbravadoras partir em análise do habitat local. A vontade de fazer contato pacífico, maior do que o desconforto causado por uma tempestade de areia que castigava nossa pele e olhos. E no meio de tantos nativos descobrir que existem mamíferos da família cervidae que usam belos cavanhaques – o que pode se mostrar um belo engodo.
Munir-se com todas as armas – femininas – possíveis e sair em uma caçada noturna. Ver as expectativas sumirem ao perceber que a fauna local era composta, em sua maioria, por uma espécie rara de canis familiaris* cuja alimentação caracterizada pela sucção de mangifera indica**. Porém, nem tudo estava perdido, alguns espécimes de felis catus*** podiam ser encontrados, com muita dificuldade, lógico, mas o esforço sempre valoriza a busca.
Aproveitar uma manhã de sol para realizar um passeio de lancha ao local onde um navio naufragado repousa, lembrando-se de sair logo dali, pois há sempre o perigo de os fantasmas dos tripulantes não gostarem de companhia – hehehehe. Enfrentar o mar revolto para subir no barco, as ondas gigantes causadas por uma tempestade inesperada, o risco de algum amigo cair no mar; “intrometer-se” em uma regata cujo prêmio podia mudar a vida de qualquer um… Ah, e sem esquecer do resgate de um grupo que estava horas – talvez dias – à deriva.
Passar 4 dias ouvindo um incessante mantra baiano e deixar-se levar pelo êxtase de uma dança frenética. Sorrir, preocupar-se. Suportar o calor desértico em um acampamento mínimo. Conhecer pessoas novas, divertir-se junto de outras tão conhecidas…
Enfim, aventurar-se. Mesmo que a ‘droga’ interceptada pelos policiais tenha sido ‘apenas’ loló – e talvez maconha. Que a tempestade de areia não tenha movido nenhuma duna. Que a vida noturna tenha se restrito a festas na praça da cidade. Que só tenhamos conseguido ver o mastro do navio naufragado (que se chama Maria Teresa e afundou na década de 1960). Que a lancha tenha sido um barco de pescador, as ondas água jogadas em um balde e a tempestade apenas respingos, a regata somente alguns amigos se distraindo e o resgate, um reboque de outro barco de pescador.
Pode não ter sido Salvador, ou Recife… Mas foi com pessoas adoráveis e com as quais tudo fica mais colorido.
Afinal, as aventuras, quem realizamos somos nós…
* Cão doméstico/**Manga / *** Gato doméstico
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Fevereiro 1, 2008 às 6:16 am (Amizade, Artes, Beleza, Música, Paixões, Poesia, Sorrisos, Uncategorized)
“Há momentos em que a imaginação vaga demais. Onde ela consegue se distanciar do mundo real e mergulhar em outros recheados de possibilidades com as quais se pode brincar.
Devaneios colorem a vida.
Faz com que possamos ser uns e outros.
Por que não experimentar?
Por que não permitir que outras pessoas participem um pouco de meus comportados (ou não) delírios.
E quem nunca delirou na vida?
Afinal, o que seria da vida se não fosse a fantasia?
Bem-vindos…”
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