O sol está se pondo e novamente estou aqui na janela. Olho para o fim da rua esperando ver sua silhueta aparecer contra a luz, já fraca, do sol.
Eu vi em seus olhos. Você prometeu que viria. Eu bem preferia ter ouvido sua voz, mas só de olhar seu sorriso ao longe. Sim, você disse tudo com aquele sorriso. Não tem nada, não. Eu espero. Fico aqui, lendo. Há nuvens ao longe. Talvez chova mais tarde.
Se ao menos eu conseguisse me concentrar
(…)
Já é a terceira vez que mamãe me chama. Diz que devo ajudá-la com o jantar, mas eu sou desastrada demais para isso. Ou talvez eu deva ir. Caso você venha para o jantar, iria provar algo feito por mim… Mas a ansiedade é maior e não consigo parar de olhar para a esquina no fim da rua. A qualquer momento você pode aparecer. E eu posso pedir pra mamãe falar que fui eu quem fiz a salada. Ela iria brigar, mas bastaria um olhar choroso e ela concordaria.
Não antes e dizer o quanto é feio mentir.
(…)
Preciso ir agora. Mamãe já me ameaçou com uma palmada. Não que eu tenha medo… Nem dói mais. Mas não gosto de desobedecer. Você sabe disso. Afinal, foi por isso que terminou não é? E já está escuro, não consigo mais ver a esquina no fim da rua. Nem a lua está brilhando hoje. Acho que vai chover. É melhor que não venha mesmo, poderia ficar doente…
Eu não quero que fique doente.
(…)
Já começo a ouvir o barulho delicado das gotas de água batendo no vidro da janela e o cheiro de terra molhada.
É, tenho certeza. Vai chover muito em meu travesseiro hoje de madrugada.
Na Janela
Fevereiro 9, 2008 às 3:19 am (Amizade, Artes, Paixões)
O sol está se pondo e novamente estou aqui na janela. Olho para o fim da rua esperando ver sua silhueta aparecer contra a luz, já fraca, do sol.
Eu vi em seus olhos. Você prometeu que viria. Eu bem preferia ter ouvido sua voz, mas só de olhar seu sorriso ao longe. Sim, você disse tudo com aquele sorriso. Não tem nada, não. Eu espero. Fico aqui, lendo. Há nuvens ao longe. Talvez chova mais tarde.
Se ao menos eu conseguisse me concentrar
(…)
Já é a terceira vez que mamãe me chama. Diz que devo ajudá-la com o jantar, mas eu sou desastrada demais para isso. Ou talvez eu deva ir. Caso você venha para o jantar, iria provar algo feito por mim… Mas a ansiedade é maior e não consigo parar de olhar para a esquina no fim da rua. A qualquer momento você pode aparecer. E eu posso pedir pra mamãe falar que fui eu quem fiz a salada. Ela iria brigar, mas bastaria um olhar choroso e ela concordaria.
Não antes e dizer o quanto é feio mentir.
(…)
Preciso ir agora. Mamãe já me ameaçou com uma palmada. Não que eu tenha medo… Nem dói mais. Mas não gosto de desobedecer. Você sabe disso. Afinal, foi por isso que terminou não é? E já está escuro, não consigo mais ver a esquina no fim da rua. Nem a lua está brilhando hoje. Acho que vai chover. É melhor que não venha mesmo, poderia ficar doente…
Eu não quero que fique doente.
(…)
Já começo a ouvir o barulho delicado das gotas de água batendo no vidro da janela e o cheiro de terra molhada.
É, tenho certeza. Vai chover muito em meu travesseiro hoje de madrugada.
joaobosco disse,
Fevereiro 9, 2008 às 10:23 pm
Hum….minha miguinha lindinha psico está com um bloguinho….
Bem vinda ao ciberspaço!
Estarei sempre por aqui..então: Apresente sempre o melhor! (rs).
Meus endereços pra voce se inspirar…
http://www.joaobosco.wordpress.com
http://www.olavosaldanha.wordpress.com – feito a quatro mãos..
Beijos linda!
Jota Bê
naryy disse,
Fevereiro 11, 2008 às 12:50 am
Chove no meu travesseiro as vezes…
lindo texto
=)
saudade de vc
Rubian disse,
Fevereiro 19, 2008 às 11:21 pm
Nossa,
que talento!
Texto lindo menina.
Parabéns,
sempre, sempre… irei passar por aqui,e, faço questão de um comentário.
Beijos.